Não deixe um pé na bunda te impedir de viver

30 de setembro de 2016
"Mais uma história com final, mais um coração partido
Um novo fim pra um amor normal, mais um choro sem sentido"
(Fresno - Desde quando você se foi)

Toco, fora, pé na bunda. Nomes diferentes pra uma mesma dor. Uma dor que às vezes é tão forte que a gente acha que nunca mais vai ser feliz. Mas eu parto do princípio que tudo na vida tem solução.

É duro viver uma história de amor com uma pessoa, os dois construírem um futuro juntos, e de repente tudo acabar porque aquela pessoa que você ama já não sente o mesmo por você. Mesmo quando esse futuro não chega a ser construído a dois, quando o amor existe só de um dos lados, é triste descobrir que o sentimento não é recíproco (ainda mais quando o outro lado manda recadinho por terceiros).

A tristeza é completamente normal, afinal, quem é que se alegra por ter um sentimento bom e sincero por outra pessoa (amor, amizade, seja lá o que for) e esse sentimento não é correspondido. A boa notícia é que existe vida depois de uma desilusão, e essa vida pode ser incrível se a gente se valorizar.


Chora, pode chorar sem medo. É melhor colocar a dor pra fora do que guardar ela com a gente. Só o que não pode é esquecer que a vida continua. Se ele, ou ela, não te quis, ainda tem muita gente que te quer. Família. Amigos. Todo mundo que te ama de verdade vai te ajudar a superar.

Cinema com os amigos, Netflix, brigadeiro de colher, compras no shopping, passear com o cachorro, relaxar enquanto o gatinho amassa pãozinho em você, um novo corte de cabelo, aquele curso que você não via a hora de fazer... aproveite pra fazer tudo aquilo que sempre quis, mas não tinha tempo ou coragem. Em vez de alimentar mágoas, alimente sentimentos bons... e viva! A vida é curta demais pra chorar muito tempo por alguém que não nos quer! Se não rolou, ou se rolou mas acabou, é porque não era pra ser. Porque com certeza Deus reservou coisa melhor pra gente.

"A vida é cheia de altos e baixos. Então, por que ficar triste? O baixo que você está passando agora nada mais é do que uma experiência que você está adquirindo para ficar forte e poder desfrutar do melhor que está por vir."
(Ailson Darlan)

Beijos e até a próxima!

Não foi só o cabelo que mudou - Série Minha Transição

28 de setembro de 2016
Oi amores, tudo bem?

Como muita gente sabe, transição capilar é uma mudança que ocorre de dentro pra fora. E na minha transição, aprendi coisas que vão muito além de cuidados com o cabelo. 


Mais que um novo cabelo: uma nova pessoa


Assim como nenhum cabelo é igual, o processo da transição varia de pessoa pra pessoa. Como eu já falei antes, eu não comecei a química por causa dos tais padrões de beleza (pelo amor de Deus né, eu era tão pequena que não sabia nem o que era padrão, pra mim era coisa de comer kkkk #brinks). Minha mãe só queria cuidar do meu cabelo de forma prática, porque antigamente não tinha tanta dica pra cabelo crespo/cacheado como se tem hoje, então sofria eu por ela pentear meu cabelo seco e doer horrores, e sofria ela por me ver sofrendo (e também a mão dela devia doer pra me pentear porque o bombrilzinho não era mole não hahahaha).

E o maior motivo pra eu tomar a decisão de me livrar dos relaxamentos foi a falta de dinheiro. Claro, às vezes eu me sentia um pouco escrava da química, e queria relembrar como era meu cabelo natural. Mas eu me sentia feliz relaxando, sabem? Ainda mais no início de 2015, quando meu cabelo já tinha crescido bastante e eu conseguia alcançar uma definição quase tão perfeita quanto à das cabeleireiras do Beleza Natural (aliás elas sempre elogiavam meu cabelo quando eu ia retocar).



Mas a felicidade que sinto hoje com meu cabelo quase 100% natural é MUITO maior (enquanto que o dinheiro que eu gasto é muito menor hahahaha). E com esse novo cabelo, descobri novos penteados e cuidados; meus looks, meu jeito de me maquiar e até o jeito como vejo as coisas mudaram, e também passei a me sentir mais bonita e confiante. Ainda não sou tanto como queria ser, mas já evoluí muito.

Cabelo crespo dá mais trabalho?


Quem diz que não dá trabalho tá tentando iludir os outros! Dá uma trabalheira danada hahahaha!

Brincadeiras à parte, meu crespinho tá dando trabalho sim, às vezes me tira a paciência. Só que todo mundo que quer ter um cabelo bonito e saudável sofre um pouquinho, né non? Pra mim não tem essa de que certos tipos de cabelo são mais trabalhosos que outros; cada tipo exige técnicas diferentes, mas não importa se é liso ou cacheado, natural ou com química: todo cabelo dá trabalho

Compreendendo e respeitando o cabelo alheio


Abandonar a química foi uma das melhores coisas que eu fiz na vida e eu super recomendo. Mas sei que nem todo mundo está disposto a fazer o mesmo. Minha mãe, por exemplo, é dona de um 4c lindo, mas ela se sente mais bonita e feliz relaxando. Bem que eu gostaria que ela assumisse de volta o blackzão, até porque o dinheiro que ela gasta no salão poderia ser usado pra outras coisas (meu Deus, vocês devem estar achando que eu só penso em dinheiro kkkkkkk), mas se ela se sente bem assim, então eu tenho mais é que respeitar e me sentir feliz por ela! Se um dia ela topar a transição, maravilha; mas se não topar, quem sou eu pra impor?

Da mesma forma que é super chato quando a gente tá na transição e alguém vem dizer pra gente "nossa, seu cabelo é mais bonito liso", "por que você não continua com a progressiva?" "cabelo cheio não combina com você", e outras coisas mais, também acho péssimo quando uma pessoa tenta impor a transição a outra. Não vejo isso com tanta frequência, mas que acontece, ah, acontece! Uma coisa é a gente incentivar e apoiar, outra coisa é chegar pra pessoa e dizer "larga essa chapinha", "se liberta dessa química", "você tem que assumir suas raízes", "faz logo esse big chop", meio que obrigando a pessoa a entrar na transição.

Há pouco tempo, conversando com a minha mãe no café da manhã, eu disse a ela que "não tem nada melhor do que ser feliz com o cabelo que Deus nos deu". Mas tudo tem seu tempo, e temos que respeitar o tempo e as decisões do outro. Se for pra pessoa continuar na química, ela vai continuar, e se for pra ela parar, tudo vai acontecer quando tiver de acontecer, e o próprio Deus vai tocar no coração da pessoa quando esse tempo chegar, assim como Ele tocou no meu coração.


***

E assim terminamos a série. Vou confessar uma coisa: saiu totalmente diferente do que eu planejei. Eu ia dar dicas, indicar produtos, mas acabou que a série inteira foi contando minha história hahaha! Mas sabem de uma coisa? Acho que foi bem melhor assim! Foi maravilhoso me abrir com vocês e receber tantas palavras de carinho e incentivo. Espero que vocês tenham gostado tanto como eu gostei.

Pintou alguma dúvida sobre meu cabelo? Alguma sugestão de post sobre o assunto (ou sobre outros assuntos)? Podem deixar aqui nos comentários eu amo quando vocês comentam!!! Ah, e em breve teremos mais séries com outros temas, ok? Beijos e até a próxima!

Perdeu os posts anteriores? Cola aqui!


Setembro Amarelo - Meu Ângulo Project (especial de aniversário)

23 de setembro de 2016
Oi amores, tudo bem?

Esse mês o #MeuÂnguloProject tá completando 1 aninho de idade, uhul! Comecei a participar dele há pouco tempo, mas isso não me impede de me alegrar e comemorar como se estivesse participando desde o início, né?

Como esse mês o tema é livre, minha ideia inicial era usar toda minha criatividade soltando fotos aleatórias aqui. Mas aí eu pensei: putz, estamos em setembro e eu não postei nada no blog sobre Setembro Amarelo... então, por que não postar fotos aleatórias ressaltando a cor amarela? Daí eu peguei tudo de amarelo que eu tenho no meu quarto e fotografei ❤

Desculpem a letra, sempre sai feia quando eu tô com a unha grande kkkk

O Setembro Amarelo é uma iniciativa desenvolvida pelo Centro de Valorização da Vida - CVV (organização sem fins lucrativos que atua na prevenção ao suicídio), em conjunto com o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Gente, suicídio é uma coisa seríssima, tem matado mais do que Aids e câncer. Por isso rola toda uma mobilização durante o mês de setembro para mostrar às pessoas que a vida é um bem precioso e que elas não estão sozinhas se estiverem passando por um problema e precisarem de ajuda.

Muitas vezes, tudo pode ser evitado com uma conversa, um desabafo, um ombro amigo. De acordo com o site da campanha, 9 entre 10 casos de suicídio poderiam ser prevenidos. Uma palavra de conforto dita a quem está sofrendo pode salvar uma vida. Meu desejo é que nos lembremos sempre disso, não só em setembro, mas durante o ano todo. Que todos nós possamos sempre espalhar o bem e prestar um pouquinho mais de atenção a quem está ao nosso redor.






Pra terminar esse post mais que especial, quero indicar 3 blogs recheados de amor que eu conheci por meio do projeto Meu Ângulo:


Por hoje é só, meus amores! Ah, quero lembrar que a página de contato aqui do blog e a caixa de mensagens da fanpage estão abertas a todo mundo que quiser conversar, não só em setembro, mas também em todos os dias do ano! Beijos e até a próxima!

(Re)descobertas - Série Minha Transição

20 de setembro de 2016
Oi amores, tudo bem?

Nos últimos posts da série, vocês viram uma tag sobre o meu cabelo e conheceram um pouco sobre a minha história com a química. Muita gente tá curiosa pra ver como meu cabelo tá atualmente, então tenho boas notícias: chegou o grande dia.


Mas calma, do último relaxamento até os dias atuais, muita coisa rolou. Bom, depois de decidir assumir o naturalzão em abril de 2015, eu continuei cuidando com os produtos do Beleza Natural, mas comecei a pesquisar outras alternativas que pudessem ajudar meu cabelo a crescer rápido e saudável, principalmente receitas caseiras. Foi nessa brincadeira que eu descobri a existência do famoso cronograma capilar, e receitinhas maravilhosas como hidratação com maisena e umectação com óleos naturais (eu fazia muito com azeite, que era o que tinha aqui em casa). Também comecei a cortar de pouquinho em pouquinho, com a ajuda de alguns vídeos do youtube.

Com isso, a parte natural crescia saudável como eu queria, e a parte "alisada", mesmo com um pouco de quebra e pontas duplas, tinha brilho, balanço e continuava formando cachos incríveis. A raiz altinha fazia o cabelo ficar um pouco mais cheio, e eu simplesmente amava esse efeito. Daí eu via as meninas falando que transição era difícil e tals, uma colega minha da faculdade que também passava pela transição dizia que chegaria um momento em que as pessoas começariam a achar meu cabelo feio... mas eu não passava por nada disso, pelo contrário, só ouvia elogios e me sentia cada dia mais linda! E só tinha apelado pela chapinha 2 ou 3 vezes. Tudo ia fácil demais, mal sabia eu que essa facilidade tinha prazo de validade.

Uma foto publicada por Ana Paula • Uma tal Xavier (@aninhaxavii) em

Julho de 2015. Meu cabelo já começava a ficar farofado, mas dava pra levar de boa. Estava eu na passando uma semana na casa de uma amiga, quando começamos a falar sobre cabelo. Papo vai, papo vem, e ela se ofereceu pra cortar um pouco. Eu não tinha dinheiro pra cortar no salão mesmo, e já tinha feito uma leve besteira umas 3 semanas antes cortando sozinha, então aceitei. Ela não é profissional, mas é autodidata e estava acostumada a cortar o cabelo da avó, e já tinha feito escova no meu 2 vezes. Meu cabelo ficou meio curtinho, mas eu gostei porque deu bastante volume. Só que mais ou menos uns 2 dias depois, ainda na casa dessa amiga, fizemos uma bela de uma titica: descolori as pontas, ou melhor, quase metade do comprimento, usando água oxigenada 40 volumes. Um cabelo já fragilizado pela química recebeu outro processo químico por cima.

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No início, tudo ok. Tava amando os cachinhos dourados. Mas em agosto, bem no mês da colação de grau, comecei a sofrer com as duas texturas. A raiz ficava armada e o comprimento minguava, e pra completar, as pontas com 2 químicas ficavam cada vez mais danificadas. E como ele estava curto, até pra prender ficava difícil. Tive que fazer chapinha pra colação de grau, e pra outros eventos que vieram pela frente (batismo da afilhada, missa de natal, etc. e tal), e o pior é que o calor da prancha só ressaltava minhas pontas espigadas.

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Os últimos meses de 2015 foram bem sofridos. Meu cabelo embaraçava terrivelmente (era pior do que quando eu era criança e minha mãe penteava ele seco), nenhum penteado dava certo, nenhuma texturização pegava, eu praticamente só saía de casa com um coque ou rabo de cavalo bem apertados pra não correr o risco de soltar na frente de todo mundo. Pensei várias vezes em voltar pro relaxamento (era minha ideia inicial: se eu não curtisse meu visual, voltaria pro salão sem culpa), mas nem isso pude fazer, não tinha dinheiro! Pra vocês terem uma ideia, eu não tinha dinheiro nem pra comprar acessórios pra dar uma disfarçada. Trabalhar pra conseguir uma grana? Nem dava, foi só eu terminar a faculdade e pum: meu pai ficou doente e eu precisava ficar em casa com ele pra que minha mãe pudesse trabalhar e ir pra faculdade.

Eu não tinha outra alternativa a não ser seguir em frente. Cheguei a cogitar o big chop, mas além de me apavorar com a ideia de ter um cabelo ainda mais curto, não queria qualquer pessoa mexendo no meu cabelo, e os salões especializados em cachos definitivamente não cabiam no meu orçamento praticamente nulo. Até que na primeira semana de janeiro de 2016, me veio na cabeça: "caramba, minha afilhada é cabeleireira profissional, como eu não pensei nisso antes?" E então nós cortamos.

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Não foi um big chop, e até hoje dou graças a Deus por isso. Boa parte do cabelo com química foi embora, mas continuei com um comprimento legal. O formato então, nem se fala! De início, meus pais estranharam bastante. Meu pai estranha até hoje e vive mandando eu passar um pente no cabelo (aff kkkkk), mas minha mãe acostumou e hoje em dia ama meu crespo. E eu também amo. A situação melhorou um pouquinho, e deu pra minha mãe me dar um dindinzinho, que eu uso pra comprar produtinhos próprios pra cachos e transição.

Os elogios voltaram a todo vapor, agora somados ao apoio dos amigos. Até o padre da minha igreja curtiu hahaha! A transição ainda não chegou ao fim e eu ainda tenho algumas dificuldades: às vezes ele embola muito, o bad hair day ataca, meu creme de pentear acaba e eu demoro pra repor porque tem que economizar grana... Mas muita coisa melhorou. Hoje eu posso usar cabelo solto sem medo, posso usar minha criatividade e fazer vários penteados lindos. Redescobri meu cabelo, e descobri que ele fica lindo de várias formas.

E pra quem tava morrendo de curiosidade, aí vai minha fotos mais recente. 17 de setembro de 2016: modo black ativado!


Uau, acabou esse post acabou ficando enorme haha! Mas a história é mesmo grandinha, e olha que eu resumi haha! E valeu a pena o suspense do último post, não acham? Espero que tenham gostado! Beijos e até a próxima!

Minha vida em 5 anos

16 de setembro de 2016
Oi amores, tudo bem?

Minha vida em 5 anos... putz, 5 anos é tempo pra caramba! E durante esse tempo, aconteceram coisas muito marcantes pra mim, tanto boas como ruins:


- Fiz faculdade
- Ganhei uma festa surpresa no meu aniversário de 19 anos
- Fui mesária em 2 eleições, e tô caminhando pra terceira (não desejo isso pra ninguém)
- Comecei a cantar em casamentos
- Vi 3, ou melhor, 4 eventos mundiais acontecerem pertinho de mim, a JMJ Rio 2013, a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas e Paralimpíadas Rio 2016
- Criei o blog
- Entrei na transição capilar duas vezes
- Me apaixonei, me ferrei,  depois desapeguei
- Quase fiquei sem meu pai (mas relaxa, gente, já tá tudo bem)
- Aprendi a me vestir com estilo
- Participei do EAC (Encontro de Adolescentes com Cristo)
- Aprendi a andar sozinha na rua
- Quase viajei pra Europa (e passei vários meses frustrada por não ter conseguido ir)
- Ganhei um iPhone
- Adotei um gato, mas meus pais deixavam ele ir pra rua, então o filho da mãe me trocou por outros donos e fingia que não me conhecia quando eu passava na rua e o via no muro da nova casa kkkkkkk
- Montei tapetes de sal pra procissões de Corpus Christie
- Ganhei uma afihada de batismo (te amo, Ingrid!)
- Experimentei comida japonesa - e amei

Tem muito mais coisa, mas agora eu não tô lembrando de tudo... mas agradeço a Deus por cada experiência vivida, pois muito do que sou hoje se deve aos acontecimentos dos últimos 5 anos. De 2011 pra cá, eu amadureci pra caramba.

Um fato em particular merece um destaque especial: poder acompanhar a vocação do meu melhor amigo/irmão, o Pedro. É incrível ver meu melhor amigo, aquele que sempre esteve comigo desde a infância, se preparando pra ser padre, e saber que eu faço parte disso tudo... é inexplicável!! Um dia eu conto a história aqui, vocês vão se emocionar 

E vocês, o que viveram de bom nesses últimos 5 anos? Contem pra mim, tô curiosa! Beijos e até a próxima!

Da primeira à última química - Série Minha transição

13 de setembro de 2016
Oi amores, tudo bem?

No 1º post da série, vocês conheceram meu cabelo um pouquinho, através de uma tag. Hoje, vou falar especificamente sobre a a minha história com a química: desde como tudo começou, até a chegada da transição. É uma longa história, mas bem interessante!


Bom, vamos começar láááá de trás, quando eu ainda era bem pequenininha. Como eu disse semana passada na tag, meu cabelo é tipo 4A. É um crespo com cachinhos um pouco mais definidos, porém mais fechados que os cachos tipo 3 (pra quem não tá entendendo nada, vou deixar aí embaixo a tabela mostrando os tipos de curvatura do cabelo.

Fonte: blog Cacheia

Uma coisa que muitas meninas crespas que tem mais ou menos minha idade devem ter passado: até um certo tempo, não se tinha a quantidade de informações que temos hoje sobre cuidados com cabelo crespo, principalmente com crianças. Então, o que nossas mães faziam? Sentavam-lhe o pente, muitas vezes com o cabelo seco. MEU DEUS DO CÉU, COMO ISSO DOÍA, EU CHORAVA QUE NEM UMA CONDENADAAAAAAAA!!!! Hoje em dia eu dou risada quando eu lembro, mas na época parecia sessão de tortura!!! Fora que desmanchava os cachinhos e o cabelo ficava muuuuito mais cheio do que era de verdade haha!

Eu era tão fofinha... sdds beleza kkkk

Minha mãe, cansada de ter tanto trabalho pra cuidar da minha juba, decidiu me levar no salão pra relaxar. Eu é claro, deixei. Eu era muito novinha e não sabia o que tava fazendo, mas só de não ter mais que passar pela tal tortura eu fiquei aliviada né! E assim, mais ou menos aos 6 anos de idade, começou minha saga de relaxamentos.

A foto tá horrível, mas dá pra perceber a diferença no volume?

Bom, e disse que a minha mãe decidiu me levar no salão, mas eu nem me lembro se meu primeiro relaxamento foi realmente no salão. Durante muito tempo, era minha mãe que fazia meu cabelo, em casa mesmo (não, ela não é profissional). Foram vários e vários produtos de marcas diferentes, até que em 2006 veio o primeiro desastre, pelas mãos de uma amiga da minha mãe. Não lembro se ela era profissional ou não, só lembro que nos primeiros messes meu cabelo ficou uma maravilha, mas quando começou a quebrar... não parou mais. Fiquei um tempinho sem passar nada no cabelo, até que em meados de 2007, quando eu tinha 13 anos, a mãe de uma colega minha indicou o Beleza Natural pra minha mãe. Resolvemos tentar a sorte, gostamos do resultado, e tanto eu como minha mãe passamos a frequentar regularmente

Que bom que os celulares hoje em dia tem câmeras melhores né...

Em 2011 veio minha primeira tentativa de transição, quando eu ainda nem sabia o que era isso. Era meu primeiro ano na faculdade e eu não tinha mais tempo pra ir no salão regularmente. Minha mãe tinha começado a trabalhar como servidora pública, mas o salário não era lá essas coisas (e ainda não é), então a grana fico super curta. Nesse meio tempo, vi minha raiz crescer enroladinha e gostei muito, então vieram pensamentos como "será que vou ser escrava de química pro resto da vida?" e "putz, nem conheço meu cabelo natural direito, ele parece tão bonitinho", e aí decidi abandonar o salão.

Mas ainda não era o momento. Meu cabelo começou a ficar horrível, só conseguia sair com ele preso, e como eu não tinha muitas roupas e maquiagens legais me sentia mais horrível ainda. Pra piorar, tava gostando de um menino... aí não teve jeito, voltei pro salão em 2012. Mas não, não me arrependo. De 2012 até 2014, cuidei do meu cabelo como nunca. Com o dinheirinho do meu estágio e os dias livres na faculdade, ficava bem mais fácil; relaxava a cada 2 ou 3 meses, e em casa eu lavava e tratava 2 vezes na semana. E ele correspondia aos cuidados crescendo rápido e bonito.

Pouco tempo depois do último relaxamento

Minha última química foi em janeiro de 2015. Depois disso, a grana e o tempo ficaram curtos de novo, pois passei a me dedicar exclusivamente ao TCC, às disciplinas do último período e ao estágio supervisionado (que infelizmente não era remunerado). Foi quando eu comecei a reparar que algumas amigas minhas estavam parando de fazer escova progressiva pra assumir os cachos, e começaram a surgir links sobre transição capilar no meu feed do Facebook. E foi então que, inspirada nessas amigas e em algumas blogueiras, em abril de 2015, aos 21 anos decidi abandonar o relaxamento definitivamente. E o que aconteceu a partir daí? Cenas dos próximos capítulos!

E vocês que estão em transição, como começou o uso da química? O que motivou vocês a pararem? Me contem nos comentários, vamos compartilhar nossas histórias ❤

Beijos e até a próxima!

10 coisas para realizar em 30 dias

9 de setembro de 2016
Oi amores, tudo bem?

Hoje eu trago uma blogagem coletiva diferente: ela vem lá do grupo Daydream e é praticamente um desafio. Consiste numa listinha de 10 coisas que a gente tem que cumprir em 30 dias. Será que eu vou conseguir?


1. Aparar as pontinhas do cabelo (ou meter logo a tesoura e deixar ele 100% natural)
2. Preparar e programar os posts de setembro e outubro
3. Terminar de ler O Encontro Marcado e ler pelo menos mais 2 outros livros
4. Montar uns freebies legais pra vocês
5. Terminar de organizar todas as minhas roupas e separar tudo o que for pra doar
6. Preparar a casa pra receber meu gatinho (só tô esperando ele desmamar pra adotar ❤)
7. Engordar 1 quilinho
8. Me confessar e voltar a comungar
9. Voltar a estudar pra concursos
10. Voltar a me exercitar (tô bem fora de forma!)

Bom, é isso aí, tomara que dê certo! Vou tentar mostrar o andamento do desafio pela fanpage e pelo meu insta, e daqui a exatos 30 dias eu vou escrever um post especial aqui contando como foi tudo. Acredito que vai ser bem divertido! Conto com o incentivo de vocês, hein!

Beijos e até a próxima!

TAG: Meu cabelo - Série Minha Transição

6 de setembro de 2016
Oi amores, tudo bem?

Sejam bem-vindos à Série Minha Transição! É a primeira série especial do blog, e também a primeira vez que vou conversar com vocês sobre minha transição capilar!


Em vez de começar logo de cara sobre sobre a fase de transição, achei melhor falar um pouco sobre meu cabelo, pra vocês irem se familiarizando. E essa tag, que eu encontrei lá no blog Um Panda de Óculos (blog maravilhoso, por sinal, é perfeita pra isso! Então, vamos lá, espero que vocês gostem!

1) Qual seu tipo de cabelo (oleoso, misto, seco ou normal)? Misto (raiz oleosa e pontas secas)

2) Defina basicamente como é seu cabelo natural (crespo, ondulado, liso, fino, grosso, armado, volumoso, pesado, ralinho etc). Crespo tipo 4, fios finos, e com um volume considerável.

3) Qual a cor natural? Bom, eu acho que tá entre castanho escuro e preto, por aí!

4) Você tem algum tipo de química nos cabelos? Já tô com bastante cabelo virgem, mas ainda tem umas partes com relaxamento e umas pontas descoloridas.

5) O que você mais gosta em seus cabelos? Os cachinhos da nuca, parecem umas molinhas... é uma delícia ficar mexendo hahaha!

6) Se como mágica, pudesse fazer alguma modificação neles, o que seria? Nada demais, apenas faria ele crescer logo e ficar do tamanho que eu quero. Nunca gostei de ficar com meu cabelo curto!

7) Está planejando alguma mudança (cortar, alongar, colorir, alisar etc)? Umas mechas ou pontas coloridas, quem sabe... me amarro em cabelo colorido!

8) Você acha que existem cabelos naturalmente lindos ou acredita que é impossível exibir cabelos bonitos sem algum cuidado especial? Não adianta, galera. Todo cabelo, por mais lindo que seja, precisa de cuidados; do contrário perde a beleza, a saúde... (e com a nossa pele é a mesma coisa!)

9) Gosta de cuidar dos seus cabelos sozinha ou prefere deixá-los nas mãos de profissionais qualificados? Depende muito, o profissional pode ser super qualificado mas pode acabar fazendo alguma m**** se ele não conhecer bem seu cabelo. Agora que eu parei de fazer química no salão, eu prefiro cuidar sozinha, e a única profissional em que eu confio é a minha afilhada.

10) Já teve alguma decepção ou se arrependeu de algo que fez ou fizeram em seus cabelos? Conte. Me arrependo de ter deixado minha mãe sentar relaxamento no meu cabelo quando eu era criança hahaha! Mas fora isso, quando comecei a relaxar no salão, o único problema era quando as cabeleireiras iam aparar as pontinhas e acabavam deixando meu cabelo torto --'

11) Já descobriu algum truque, técnica ou produto que deixa seu cabelo melhor e não costuma abrir mão? Descobri sim, mas são cenas dos próximos capítulos! Continuem acompanhando a série que eu vou contar tudinho!

12) Cabelo inspirador! Cite uma (ou mais) famosa(s) que você se identifica em relação aos cabelos. Sheron Menezes, Aline França, Gill Vianna e Rayza Nicácio!

Atualização: como eu pude me esquecer disso??? Só eu kkkkk! Uma foto pra vocês terem uma ideia de como tá meu cabelitcho!

Uma foto publicada por Ana Paula • Uma tal Xavier (@aninhaxavii) em


Por hoje é só, mas semana que vem a série continua! Agora eu quero saber de vocês: como é o cabelo de cada um, os cuidados, as mudanças que já fizeram ou pretendem fazer... contem aí nos comentários porque eu AMO quando a gente interage! Beijos e até a próxima!

Diário de viagem: Aparecida do Norte (SP)

2 de setembro de 2016
Oi amores, tudo bem?

No último dia 27 estive novamente na casa da Mãe, o Santuário Nacional de Aparecida, mas dessa vez com toda a arquidiocese do Rio de Janeiro, e com u pouquinho mais de tempo pra conhecer as basílicas e as ruas de Aparecida do Norte!


Todo ano, no último final de semana de agosto, acontece a peregrinação arquidiocesana do Rio de Janeiro, então todas (ou quase todas) as igrejas católicas cariocas enviam suas caravanas. Foram 3 ônibus da minha paróquia, mas eu soube de igreja que enviou 16 ônibus (tipo, uau, QUANTA GENTE), então por aí vocês imaginam o quanto que o lugar lotou, né!!

Foi uma mistura de alegria, oração, zoeira, e cansaço... muito cansaço! Ainda ganhei uma bela crise alérgica que dias depois emendou num resfriado, mas nem meus espirros conseguiram estragar a felicidade.


Ida e volta


A saída estava prevista pra 11 e meia da noite de sexta, mas sempre acaba atrasando, então quando saímos já era mais de meia-noite. Por volta das 3 da madrugada paramos num posto, na altura de Queluz (SP) pra esticar as pernas, lanchar e ir ao banheiro (não durei nem 5min fora do ônibus, já tava bem frio), e antes das 6 horas do dia 26 de agosto já estávamos em terras aparecidenses. Voltamos no mesmo dia (pra minha tristeza), saindo de lá 3 horas da tarde e chegando em casa perto das 8 da noite.


A cidade


O clima de lá quase me matou de tanta alergia. Quando chegamos, a temperatura estava em 13º (desde a JMJ Rio 2013 eu não pegava um frio tão intenso). Depois que eu e meus amigos saímos da missa das 6h e fomos circular pela cidade, já tava um calor digno de praia carioca!!!

Confesso pra vocês que eu nunca tinha visto tanto hotel num lugar só!! Gente, é MUITO hotel, e um do lado do outro! Mas também né, o Santuário sempre está cheio, são milhares de pessoas do Brasil (e do mundo) visitando e agradecendo pelas graças alcançadas.

Também tem a Basílica antiga, ligada à Basílica nova pela passarela mais alta que já atravessei na vida, e muitas lojinhas de presentes e artigos religiosos, e bem em frente a uma das entradas do Santuário tem uma feirinha ma-ra-vi-lho-sa!!

Interior da Basílica antiga

O Santuário


Aquele lugar é um mundo. Simplesmente enorme, sozinha eu me perderia lá fácil fácil!! A Basílica nova é quase um castelo rsrs, e no subsolo tem muita coisa, como a Sala das Promessas, a área infantil e um estúdio da TV Aparecida. Tem mais coisa por lá também mas eu esqueci, pra ver como lá é gigante haha!

Além das basílicas, o que eu mais gostei de conhecer foi a Sala das Promessas, onde várias pessoas, inclusive atletas e artistas, deixam fotografias e objetos em agradecimento às graças alcançadas. E também o Centro de Apoio ao Romeiro, que é quase um shopping, com várias lojinhas, praça de alimentação e outros serviços.

Basílica Nova e a passarela que leva à Basílica antiga

A imagem original de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Conheça a história dela aqui.

Um pouquinho da Sala das Promessas

Estúdio da TV Aparecida

Comprinhas


Com tanta lojinha e camelô dando sopa, é claro que eu não podia deixar de comprar umas coisinhas pra mim, né?? E só lá, em outro Estado, eu consegui encontrar o que eu procurava que nem uma louca aqui no Rio, desde 2014: CAMISA DO CHAPOLIN COLORADO DO MEU TAMANHO E POR MENOS DE 20 REAIS!!!! Gente, eu quase chorei de emoção kkkkk!!! 

Também comprei lembrancinhas pros meus pais, alguns amigos, e finalmente troquei a película do celular hahaha!

Se Deus quiser, pretendo voltar lá todo ano! Até porque ainda faltou muita coisa pra conhecer: o museu de cera, o parque de diversões, o Morro do Cruzeiro, o rio onde os pescadores encontraram a imagem de Nossa Senhora de Fátima e vivenciaram o milagre dos peixes... ufa, é coisa pra caramba! E se Deus quiser também, ainda vão rolar vários diários de viagem, porque tem muito lugar lindo no mundo que eu quero conhecer!

Espero que tenham gostado! E não se esqueçam de comentar hein, principalmente quem também já teve a graça de conhecer Aparecida! Beijos e até a próxima!